sexta-feira 14th dezembro 2018
14-dez-2018

Agetul estima gastar R$ 300 mil com peças para reparar brinquedos do Parque Mutirama


Entre itens a serem comprados estão pinos, parafusos e amortecedores. Espaço está fechado 26 de julho de 2017, quando 13 pessoas ficaram feridas após um acidente com o brinquedo Twister.

Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer, de Goiânia, estima gastar R$ 300 mil – além dos R$ 298 mil pagos à Belle Engenharia para perícia – com peças para reparar os brinquedos do Parque Mutirama. Entre os itens necessários estão pinos, parafusos e amortecedores. O espaço está fechado 26 de julho de 2017, quando 13 pessoas ficaram feridas após um acidente com o brinquedo Twister.

O gestor do parque, Frank Fraga, afirmou nesta segunda-feira (12) que todas as 27 atrações do Mutirama precisam de algum reparo, mas garantiu que nenhum dos brinquedos expunha os usuários do parque a risco. A perícia já terminou, e 17 laudos estão concluídos.

Fraga disse que as licitações para compra das peças já estão em andamento. “Vamos precisar de pinos, parafusos, rolamentos, amortecedores, materiais elétricos. [Para] cada grupo [há] uma licitação diferente e [as licitações] já estão em andamento.”

Ainda segundo Frank, a troca das peças que serão adquiridas deve ser feita pelos próprios funcionários do Mutirama. O coordenador ressaltou que, após os reparos, serão feitas vistorias por vários órgãos antes da reabertura, ainda prevista para primeira quinzena de abril.

“Nossa prioridade é recuperar confiança do nosso público. Por isso O crea vai atestar que as recomendações foram executadas antes da reabertura”, afirmou.

O coordenador do Mutirama também pontuou que, dos atuais 42 pontos comerciais dentro do Parque, somente 18 devem continuar. Segundo ele, muitos tinham uma permissão temporária, que foi extrapolada.

“Era uma permissão precária com validade de três meses. Aqui foi ficando perpetuado e o MP [Ministério Público] entendeu que há necessidade de fazer licitação. Tem permissionário há 49 anos aqui”, pontuou.

Ainda segundo ele, a Agetul e a Agência de Regulação estão avaliando como será a determinação de preços e se eles serão tabelados ou não. A princípio, a ideia é ter lanchonetes com preços controlados.

Também nesta segunda, uma equipe do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) esteve pela primeira vez no parque após início da perícia feita pela Belle Engenharia. O órgão informou, por meio da assessoria, que nenhum representante irá se posicionar até ter conhecimento de todas as informações que precisa.

Conforme assessoria do órgão, a supervisão do trabalho no Parque Mutirama ainda não começou. O trabalgo do Crea-GO está focado na análise dos laudos, enviados pela Agetul.

Perícia
A Belle Engenharia disse que começou a perícia logo após ser contratada, no final de janeiro. A equipe era formada por 18 profissionais, entre mecânicos, eletricistas, eletrotécnicos, auxiliares de mecânica, engenheiros mecânicos, engenheiros de segurança e engenheiros eletricistas.

Foram encontrados “equipamentos de considerável tempo de uso, mas que no aspecto geral estavam em boas condições, necessitando de certos ajustes técnicos”, informou.

Um funcionário da Agetul mostrou ao G1, durante visita ao local em 26 de fevereiro, laudos que apontam que todos os brinquedos apresentam algum problema por tempo de uso ou desgaste.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) investiga a contratação, sem exigência de licitação, da Belle Engenharia para periciar os brinquedos do Parque Mutirama, em Goiânia, no valor de R$ 298 mil. A lei prevê que, para contratos do tipo, fique comprovado que a empresa seja a única capacitada para o serviço.

A Prefeitura de Goiânia informou que o contrato atende às exigências da lei que rege as licitações. A Belle Engenharia disse que “atende aos pressupostos previstos” na lei que rege as licitações e que apresentou à Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer de Goiânia (Agetul) toda a documentação exigida.

No dia 26 de julho de 2017, o Twister apresentou uma falha, e o eixo do equipamento se rompeu e deixou 13 pessoas feridas. Um laudo apontou que o brinquedo não poderia estar em funcionamento e que o problema se deu devido a um “processo de fadiga”. Além disso, conforme o estudo, em 2011, foi constatada uma fissura de 10,8 centímetros na peça, mas nenhuma ação foi tomada no sentido de repará-la.

Após investigações, a Polícia Civil indiciou, por crime de lesão corporal, o ex-engenheiro do parque, José Alfredo Rosendo, o presidente da Agetul, Alexandre Magalhães, e o supervisor do parque, Wanderley Alves Siqueira. Na época, a reportagem não conseguiu contato com as defesas deles.

Conforme a assessoria da presidência da Agetul, o brinquedo Twister está sendo removido do Parque Mutirama e não será mais uma das atrações do local. Ainda está sendo avaliado qual equipamento irá substituí-lo.

(Fonte: G1)

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