quinta-feira 21st março 2019
21-mar-2019

Promotores acham cheque de R$ 1 milhão na casa do presidente da Ale-RR durante operação


Eles cumpriram mandado na casa de Jalser Renier (SD) durante a operação Royal Flush que investiga fraudes, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Um cheque de R$ 1 milhão foi encontrado na casa do presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR), Jalser Renier (SD), durante a operação Royal Flush, informou o Ministério Público do estado (MPRR).

Deflagrada na quarta (2), a operação investigou fraudes em licitação, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de Justiça. Foram alvos o deputado, a mulher Cinthya Gadelha e outras cinco pessoas ligadas a ele.

O cheque de R$ 1 milhão encontrado na residência de Jalser, conforme o MP, estava identificado e assinado, mas não havia nome de destinatário. A ordem de pagamento datava de 28 de dezembro. Ele foi reeleito presidente da Mesa Diretora no dia 1º de janeiro em chapa de oposição ao governador Antonio Denarium (PSL).

Em nota, a assessoria jurídica do deputado informou que “o referido cheque não foi objeto de busca e apreensão como informado, uma vez que foi extraviado durante a diligência da operação, fato este relatado em relatório do MPRR” e acrescentou não se tratar de cheque da Assembleia Legislativa e nem do parlamentar.

Nessa quarta, a assessoria jurídica dele emitiu uma nota afirmando que operação foi “midiática” e que houve “excesso por parte de policiais envolvidos”. O MPRR nega.

Carros de luxo, dois UTVs e quadriciclos também foram apreendidos no imóvel do parlamentar. A ação teve apoio da PRF e Força Nacional e policiais estiveram na casa de Jalser, no bairro Canarinho, zona Leste da cidade, e na sede da Ale-RR, no Centro.

Outros documentos como folha de frequência de servidores da Assembleia, supostamente fantasmas, aposta subscrita por dois políticos, superior a R$ 50 mil, relacionado a última eleição, computadores, HD’s, documentos, celulares e processos licitatórios também foram recolhidos pelos promotores.

O MP esclareceu que todo o material apreendido se encontra sob análise. Para a operação, a Justiça estadual concedeu nove mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens.

Ainda de acordo com o MP, concomitante à investigação, a instituição também apura suposta prática de crime de obstrução da Justiça por parte de alguns dos envolvidos na operação.

Segundo o MP, também foram alvos da operação Cristiano Pontes Thomé, Vanira Wanderley Gadelha, Carlos Olímpio Melo da Silva, Elísia Martins e Anacleto Martins, além das empresas C.V. Derivados de Petróleo – Auto Posto Princesa Isabel e Martins e Padilha Serviços Ltda.

A operação Royal Flush está relacionada a outra operação já feita no Legislativo, a Cartas Marcadas, que levou a condenação de 10 pessoas, incluindo ex-servidores da Ale-RR por desvios em licitações.

9Fonte: G1)

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