segunda-feira 27th maio 2019
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Sem novo contrato, Portal da Transparência da Câmara de Dourados está fora do ar


Segundo o Presidente da Casa, Paulo Gudes, a prestadora do serviço teve o nome envolvida na Operação Cifra Negra, motivo pelo qual a licitação ainda não foi renovado

O Portal da Transparência da Câmara de Dourados está fora do ar e sem previsão de retorno imediato. O contrato com a mantenedora do site, a empresa Quality Sistemas, encerrou no último dia 31 dezembro. Segundo recém-eleito presidente da Casa de Leis, Alan Guedes, o impasse aconteceu porque a empresa teve o nome envolvido na Operação Cifra Negra, que investiga um esquema de fraudes em licitações.

Segundo Guedes, o órgão já havia suspendido o contrato com a empresa logo após a operação ser deflagrada, mas um recurso em impetrado por ela no TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) no último dia 24 de dezembro, garantiu a continuidade do serviço, que alcançou vencimento no dia 31.

“Já havia a renovação do contrato, mas devido ao imbróglio das investigações não foi possível que a mesa diretora o aprovasse. No entanto, na próxima segunda-feira (7), eu irei pedir a Comissão de Licitação da Câmara que analise o projeto e faça um relatório, para que nós, a mesa, possa ou não aprová-lo. Acredito que no máximo em cinco dias o problema seja resolvido, pois a empresa conseguiu na Justiça a liberação do contrato”, projetou.

Além disso, o presidente afirmou que, apesar de o site estar fora do ar, o problema não causou transtorno ao cidadão. “Como estamos em recesso, nenhuma exoneração e contrato foi viabilizado, portanto não foi afetado o acesso da população a essas informações. No entanto, temos o objetivo de resolver o quanto antes esse problema, pois caso ele não seja sanado, a Câmara poderá sofrer multas por não divulgar esses documentos. Não queremos começar o nosso mandato com esse problema”, explicou.

Empresa
A reportagem do Jornal Midiamax entrou com contato com a Quality Sistemas. De acordo com o responsável pelo departamento de T.I. (Tecnologia da Informação), Luís Cláudio Ribeiro, o sistema foi bloqueado porque a empresa por Lei não pode prestar o serviço sem que o contrato seja renovado.

“Nós não podemos fazer nada fora da normalidade e ficamos aguardando da posição do órgão e, por isso, fomos obrigados a tirar o sistema do ar. A gente está preocupado e esperamos que o impasse seja resolvido o quanto antes. Nós presamos o fácil acesso para todos os cidadãos sobre as informações dos órgãos que atendemos, não queremos prejudicar a sociedade douradense, porém não depende da empresa a volta do serviço”, argumentou.

Operação Cifra Negra
A empresa, responsável pela gestão do portal, é envolvida na investigação do Ministério Público Estadual (MPE-MS) que encontrou indícios de fraude em licitações para benefícios durante o processo de contratação.

Segundo apontamentos obtidos durante a Operação Cifra Negra, eles pagavam mesadas para que vereadores da Casa facilitassem o processo. Quando foi deflagrada, em 5 de dezembro, a operação levou para a cadeira os parlamentares Pedro Pepa (DEM), Cirilo Ramão (MDB) e Idenor Machado (PSDB), o ex-vereador Dirceu Longhi, o ex-servidor Amilton Salinas, um ex-assessor, empresários e duas mulheres.

(Fonte: Midia Max)

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Cabral diz que recebeu R$ 1,5 milhão em propina na licitação do serviço Poupa Tempo

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral confessou que, em 2009, recebeu um R$ 1,5 milhão em propina para favorecer o grupo de empresários liderado por Georges Sadala, na licitação do serviço Poupa Tempo no estado.

A declaração foi dada, nessa quinta-feira (23), em depoimento prestado ao juiz Marcelo Bretas, da Sétima Vara Federal Criminal do Rio, no âmbito da Operação C’est Fini, um desdobramento da Lava Jato.

Cabral disse que determinou pessoalmente aos responsáveis pela licitação que o consórcio pertencente a Sadala fosse escolhido como vencedor do certame.

O ex-governador revelou ainda outras negociatas com Sadala, que eram desconhecidas do Ministério Público e da Justiça.

Quem também prestou depoimento, nessa quinta-feira, foi o empresário Georges Sadala. Ele se disse surpreso com as declarações de Cabral e negou ter pago propina ao ex-governador ou ter sociedade com ele em imóveis.

(Fonte: Jornal Floripa)